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Novos caminhos, ou nem tão novos assim
17 Comments · Posted by antonioams in Vizir, empreendedorismo, voice technology
Neste mês de Agosto tomei uma das decisões mais difíceis de minha vida Profissional, pois decidi deixar a Voice Technology, empresa em que sou sócio há mais de 8 anos. Trabalho diariamente na Voice há pouco mais de 10 anos para tentar algo novo, diferente. Ou na verdade, refletindo um pouco, não tão novo (vocês vão entender porque).
As origens
Sou filho de pais Nordestinos que foram criados na roça (no Sitio Cana Brava em Cariús Ceará) vivendo da sub-existência. Quando casaram em 1973, meu pai parou, refletiu e decidiu que não queria continuar vivendo na roça dependendo apenas da sub-existência que era conseguida nas terras de meu avô saudoso “José Cirilo de Souza”. Neste momento ele decidiu ir para São Paulo pois era a tão famosa terra das oportunidades.
Chegaram em São Paulo em 1974 sem muitas perspectivas de sucesso mas com muito sonhos, meu pai só tinha estudado até a 3a. do ensino fundamental, e minha mãe tinha terminado os estudos (como diziam lá no Ceará), tinha terminado a 8a. série.
Meu pai logo conseguiu emprego de operário na fábrica da Alpargatas, mas como não era o suficiente para os sonhos deles ele tinha um segundo emprego de ajudante de pedreiro enquanto minha mãe costurava. Isto durou uns 3 anos, quando meu pai teve a oportunidade de largar a vida de operário e ir trabalhar como autônomo no Ceagesp. Ele era carregador (aquelas pessoas que carregam, e descarregam os caminhões de hortifruti, vide foto abaixo).
No Ceasa meu pai descobriu a vida de empreendedor sem mesmo saber que esta palavra existia, pois como ele era autônomo basicamente ele recebia por caminhão carregado e descarregado. Naquela época os carregadores tinham que correr atrás de caminhões para carregar e descarregar, e trabalho não faltava, então meu pai abraçou o trabalho com muito fervor. Lembro de ficar 1 semana inteira sem ver meu pai, pois ele saia para trabalhar antes de eu acordar para ir a escola, e chegava eu já estava dormindo a muito tempo. Este esforço todo da vida no Ceagesp rendeu bons frutos para nós, sempre fomos uma familia muito simples mas feliz, meu pai conseguiu construir nossa casa própria na periferia de São Paulo, conseguiu comprar um carro próprio, e passeávamos freqüentemente nos finais de semana, era bem legal.
Lembro de meu pai falar com muito orgulho de gostar muito do que fazia, pois o suor dele literalmente virava dinheiro, ele chegou a trabalhar 18 horas ininterruptas (entenda não é trabalho intelectual nenhum, 18 desenvolvendo software é uma coisa, 18 horas carregando e descarregando caminhões de Hortifruti é outra completamente diferente) mas em compensação neste mesmo dia ele chegou em casa comemorando pois tinha conseguido receber em um único dia quase 2 salários mínimos da época, mas isto variava muito.
Como todo empreendedor meu pai viu que tinha oportunidade para ajudar mais pessoas, e começou a levar irmãos, e sobrinhos para trabalhar com ele, dividindo a sua clientela e com isto conseguindo atender mais clientes.
Em paralelo ao trabalho do meu Pai minha Mãe também sempre o ajudou muito, seja costurando ou revendendo artigos de Cama, Mesa, e Banho, ela ia até o Brás fazia suas compras e vendia as mercadorias em casa. Esta sempre foi uma renda extra e uma atividade que minha mãe fazia com muito prazer.
Eu minha irmã fomos criados neste meio, com um Pai que trabalhava muito duro mas tinha muito orgulho do que fazia, e uma mãe que se virava mesmo quando já não precisava tanto, mas fazia por que gostava também, e agradeço muito a eles por terem nos incluído neste processo. Meu pai me levava frequentemente aos Sábados para acompanha-lo no Ceasa, e minha mãe sempre que ia até o Brás para fazer compras nos carregava, pois como não morávamos próximo a ninguém da familia, não tinha com quem nos deixar. Para mim sinceramente, naquela época era muito chato, pois eu andava o dia inteiro de loja em loja comprando um monte de coisa que eu não via o menor sentido, e ainda na hora de ir embora eu tinha que ajudar carregando algumas sacolas e pegando um trem lotado.
Infância e empreendedorismo
Mas esta vida de pais empreendedores nos impusionaram desde a infância a este caminho, a os 9 anos eu montei com um amigo uma fabrica de pipas. Nós fabricávamos peixinhos (pequenos pipas) e vendíamos em nossas casas. Em paralelo a venda de pipas eu tive a idéia de vender geladinho e minha mãe me apoiou, então eu e ela produzíamos os geladinhos de frutas que meu pai trazia do Ceagesp e vendíamos em casa também. Este dinheiro que eu ganhava era pouco, mas servia para eu comprar as peças de alumínio para minha bicicleta pois era um sonho ter uma bicicleta parecida com a Caloi Cross Extra Light (foto ao lado), pois ter a própria era inviável para nossas condições, então eu ia comprando peça por peça para fazer a minha Cross parecer com a bicicleta da Caloi.
Em 1991 quando eu tinha 12 anos, meu pai percebeu que o Ceagesp já não tinha o mesmo movimento, pois o movimento já não era tão grande (pois tinha aberto outras centrais de abastecimento em campinas, Guarulhos, etc. que levaram um pouco dos clientes), e por outro lado estava sendo saturado de carregadores, só meu pai tinha levado 2 irmãos e 3 sobrinhos para trabalhar com ele. Nesta época surgiu a oportunidade dele comprar uma bomboniere próximo de nossa casa, ele comprou para que minha mãe, eu e minha irmã trabalhássemos nela, ele não pensava em sair do Ceagesp, mas em diversificar a renda da familia, tendo em vista que o Ceagesp já não era o mesmo.
A bomboniere foi um capítulo muito importante de minha vida, pois eu e minha mãe que trabalhávamos lá. Minha irmã na época estudava magistério em periodo integral, e tinha pouco tempo para nos ajudar. Na bomboniere com apenas 12 anos eu já tomava conta dela praticamente sózinho, pois não tínhamos empregada em casa, então minha mãe cuidava da casa e eu da bomboniere. Claro que compras e contas minha mãe que cuidava, mas o atendimento era eu (sinceramente não era um bom atendente, minha mãe e meu pai cobravam de mim mais simpatia, mas eu fazia o que podia pois sempre fui muito timido).
Em 1993 terminei a 8a. série eu resolvi que iria tentar o colégio técnico em eletrônica, o mais próximo de casa era o Aprigio Gonzaga na Penha. Prestei o vestibulinho no mesmo, me lembro como se fosse hoje pois este vestibulinho me rendeu dois momentos inesquecíveis, o primeiro foi a sensação de burrice extrema, pois na prova eu sabia responder menos de 30% das questões e não porque eu estava nervoso, ou não tinha estudado, e sim porque na escola que estudei eu nunca tinha visto aquelas matérias (eu sempre fui bom aluno). Como não tinha outra alternativa chutei todas as respostas que eu não sabia, eu tinha certeza que não passaria na prova pois tinha ido muito mal, mas como a esperança é a ultima que morre, acompanhei a 1a., 2a., e 3a. chamadas e confirmei que não tinha passado, neste momento já tinha me matriculado em uma escola do próprio bairro que morava para fazer o segundo grau normal, mas aí vem a segunda surpresa faltando 15 dias para começar as aula recebo um telefonema em casa era do Aprigio Gonzaga dizendo que havia tido uma desistência e eu era o próximo da lista, se eu queria a vaga. Não hesitei e fiquei muito feliz, e concluí que sorte realmente existe.
Comecei a estudar o técnico em eletrônica pela manhã e ficava na bomboniere a tarde, assim foi os 2 primeiros anos, no 3o. ano mudei para a noite pois queria procurar um estágio na área. Logo consegui entrar na Olivetti do Brasil que ficava em Guarulhos. Eu trabalhava na linha de montagem de computadores, era o responsável pelo reparos de computadores que saiam com defeito da linha de montagem aquela altura o Olivetti já estava em decadência, pois o seu foco ainda era máquina de escrever, em um mercado que já não existia mais.
A carreira profissional
Neste momento eu estava iniciando uma carreira de funcionário, pois deixava de ajudar meus pais no comércio para trabalhar em uma empresa grande, da Olivetti. Depois fui para a Ecil Informática, lá conheci a Voice Technology que era uma grande parceira da Ecil e desde de o momento que conheci o pessoal da Voice me impressionou muito o modelo de empresa deles, pois os caras iam na Ecil de bermuda, eu ficava pensando que empresa é esta, deve ser muito legal trabalhar lá! Depois de 2 anos trabalhando na Ecil resolvi sair da mesma, o sonho era ir trabalhar na Voice, mas o Marcius e Osvaldo não acharam ético me contrarem por serem parceiros da Ecil. Mas como eu não estava muito feliz na Ecil fui trabalhar em outra empresa de qualquer forma, depois de 1 mês e meio que estava nesta outra empresa, no meio de maio de 2000, recebi uma ligação do Claudio Shidomi da Voice Technology me chamando para ir trabalhar com eles. Neste dia fiquei muito feliz, pois era um sonho que estava se realizando (para terem uma idéia eu doei 20 cestas básicas neste mês como se tive-se pagando uma promessa). Na Voice Technology trabalhei nos últimos 10 anos com muito amor e dedicação, realmente foram 10 anos de uma experiência única, pois foi uma empresa que entrei no suporte técnico como técnico, e estou saindo como um dos sócios e gerente de uma Unidade de Negócio. E o mais incrível, sem nenhuma única vez ter pedido um aumento ou uma promoção, simplesmente as coisas aconteceram.
A Voice Technology é uma empresa impar pois o Osvaldo e Marcius sempre deram muita abertura para todos, e quando ví isto eu tentei aproveitar ao máximo, me mudando de cargo sem ninguém pedir, ou até mesmo sem um anúncio oficial, quando menos esperava eu já estava muito mais focado na gerência de produtos do que no suporte técnico, quando menos esperava estava gerenciando uma equipe de desenvolvimento, e o mesmo aconteceu até gerenciar uma Unidade de negócio inteira. Sempre foi assim, as oportunidades apareciam no ar, e eu as agarrava e isto se tornava minha nova responsabilidade.
A decisão, voltar as origens
Mas não vou ser hipócrita aqui de dizer que não existem problemas na Voice Technology (se eu achasse que não existe problemas não estaria saindo). Existem sim, como todos os lugares. Mas durante estes 9 anos sempre os vi como oportunidades, e ao invés de reclamar eu tentava resolver os mesmos. Mas no último ano me deparei reclamando de muitas coisas, e não conseguindo mais resolver os mesmos , até tentei mas não obtive sucesso, isto foi um grande sinal para reflexão, pois sempre critiquei muito quem só reclama dos problemas sem apresentar soluções.
E nesta mesma situação relacionada a Voice se encontrava o meu amigo André Pantalião (o qual tenho um carinho especial, pois fizemos muitas coisas bem legais juntos dentro da Voice), então conversamos muito, refletimos e após esta reflexão veio a decisão chegou a hora de ter o nosso próprio negócio, e honrar o instinto empreendedor de minha Familia (e do André também, afinal os pais dele também são empreendedores). Afinal melhor do que reclamar é canalizar os esforços para fazer algo que valha a pena e nada melhor do que ter o seu próprio negócio para isto. E além disso estou honrando a minha origem familiar afinal até então só eu não era empreendedor, minha irmã tem uma loja de lingerie, meu irmão é vendedor autônomo, e meus pais tem comércios também.
O processo da mudança
Por estes 10 ótimos anos de relacionamento com Voice Technology antes de falar para qualquer pessoa, conversamos com o Osvaldo e Marcius para explicar nossa decisão, e principalmente bolar um plano de phase out que tivesse o menor impacto possível para as operações da Voice Technology. E juntos chegamos em um consenso onde o André estará saindo em Setembro, e eu estarei prestando consultoria a Voice Technology por mais 6 meses para garantir que todos o conhecimento que tenho seja transferido para o time, dando o suporte necessário para que o time preencha esta lacuna.
O que vamos fazer ?
Eu e o André estamos focados prioritariamente em desenvolver serviços inovadores para as redes sociais, nossa idéia é utilizar todo conhecimento técnico e de negócios que desenvolvemos na Voice Technology, aplicados a Web 2.0 focado em redes sociais.
Nosso primeiro serviço é o Vizir, uma plataforma de monitoração de marcas nas redes sociais, nosso plano é lançar a primeira versão beta do serviço em 20 de Setembro de 2010. Saiba mais sobre o Vizir visitando o nosso site, mas este é apenas o primeiro serviço que estamos desenvolvendo, com certeza existirão outros, e para saber estas novidades siga nos no Twitter.
Para finalizar
O Brasil e o mundo necessita de empreendedores, pois é esta insatisfação do ser humano com as coisas da forma estão, ou são, que movem o mundo e nós estamos voltando a este grupo, que tem como característica base encarar dificuldades como oportunidades, e correr riscos como parte do Jogo.
Queremos realmente fazer serviços uteis e inovadores que ajudem a humanidade, e o mundo a serem um lugar melhor de se viver.
Eu nasci para isto e você?
Abraços,
Este post foi publicado por mim no Blog da Voice Technology.
Antes de começar o post quero deixar claro que não sou contra metodologias ágeis, muito pelo contrario a 6 anos que adotamos vários princípios ágeis para trabalhar na equipe que gerencio (Basix).
No inicio do projeto Basix há 6 anos (Novembro de 2004) decidimos adotar a transparência como pedra fundamental da parceria que estava surgindo para desenvolver o novo produto, a Voice entrou como Desenvolvedor, e nosso parceiro uma operadora de telefonia Japonesa como investidor, uma das discussões que tivemos com o saudoso professor Antonio Mesquita foi sobre como lidaríamos com os bugs do sistema que estávamos começando a desenvolver, havia duas opções:
- A primeira abrir a cozinha e possibilitar o parceiro investidor ver todos os bugs, criticar, priorizar, questionar, etc.
- A segunda abrir a lista de problemas somente com a entrega de uma versão, e deixando o parceiro longe do processo de desenvolvimento.
A nossa foi decisão por abrir a cozinha (o professor Mesquita foi determinante nesta decisão), pois queríamos ser o mais transparente possível nesta nova parceria, havíamos até criado uma conta corrente específica para movimentar todo o dinheiro do projeto, então porque não abrir a cozinha do nosso desenvolvimento.
Naquele momento ainda não tínhamos muito contato com o Scrum (na verdade o próprio Scrum estava começando), mas este principio que adotamos tinha na verdade o intuito de trazer o parceiro para dentro do processo de desenvolvimento uma das bases do Scrum (e de qualquer outra metodologia agil).
Após o projeto ter chegado ao seu final (estamos em fase de operação deste produto), hoje posso olhar para trás e ver que o nosso parceiro não estava preparado para este modelo, a questão da cozinha aberta neste projeto gerou muitos desgaste, a cada novo bug detectado por nós no processo de desenvolvimento, para nós era uma alegria pois sabíamos que detectamos um problema antes de o software está sendo utilizado pelo cliente, já para o nosso parceiro a visão muitas vezes era pô este software não está legal toda hora o pessoal de testes encontra bug.
E para piorar um pouco este processo as pessoas do nosso parceiro são Japoneses e moram no Japão, e o Japonês não tem o costume de questionar, de falar o que pensa, estamos a milhares de quilômetros do Japão, e com uma diferença de fuso horário de 12 horas, por conta disto tudo demoramos muito para detectar este GAP entre as visões dos dois lados.
O projeto de desenvolvimento com este parceiro foi finalizado em Novembro de 2009, no momento continuamos desenvolvendo o Basix por demandas do mercado, e parceiros Brasileiros, mas esta questão dos bugs (product backlog do Scrum) não foi o fator preponderante para a finalização do projeto de desenvolvimento com este parceiro Japonês, mas com certeza foi um gerador de desgaste desnecessário para o processo como um todo.
Por isso que digo Agile não é para todos e em todas as circunstâncias, antes de implementar um método Ágil veja se todos os envolvidos estão preparados, e caso não esteja avalie se é possível criar interfaces para possibilitar a utilização de métodos Ágeis no desenvolvimento, e continuar se relacionando com o cliente de uma forma mais tradicional, neste caso o Product Owner deverá ser o responsável por gerenciar esta interface.
Gostaria de chamar o pessoal que participou do projeto para deixar o seus comentários é muito importante temos outras visões deste processo, para aprendermos e em próximos projetos melhorarmos!
Abraços,
Antonio Anderson Souza
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SMS Novo canal de comunicação corporativa
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Não é surpresa para ninguém que o SMS(Short Message Service) ou mais conhecido como Torpedo, caiu no gosto dos jovens no Brasil, a galerinha realmente utilizam muito os SMS para se comunicarem, mas não são só eles que viram vantagens em utilizar esta tecnologia:
- Os canais de TV também nas famosas aplicações de iteratividade/entretenimento (Big Brother, Band Sports, …);
- Deficientes auditivos também são outros usuários assíduos do torpedo, chega a um ponto das operadoras celular terem planos que só contemplam envio e recepção de SMS, isto mesmo um celular que não faz e nem recebe chamadas ( parece o mesmo que pedir um Cheese Burguer sem queijo!).
Mas a nova onda é a utilização desta tecnologia como um novo canal de comunicação corporativa, seja ela para atender clientes, para uso interno em automatização de processos de negócio, dentre várias outras aplicações.
Imagine você enviar um torpedo para a sua operadora de cartão de crédito ao invés de fazer uma ligação telefônica, neste simples exemplo temos várias vantagens para as partes envolvidas:
Vantagens para o cliente:
- O SMS é uma comunicação assíncrona, e por conta disto você não vai precisar ficar pendurado no telefone esperando ser atendido, escutando a tão irritante e famosa musica de espera (sua ligação é muito importante…), pois quando o seu SMS chegar a para algum atendente você receberá uma notificação;
- Em alguns lugares é mais comodo/conveniente escrever do que falar;
- Todo e qualquer aparelho celular do mais simples até os Smartphones de última geração provem suporte a tecnologia.
Vantagens para a empresa:
- Um atendente de Call Center é apto a atender mais de um cliente simultaneamente, neste tipo de comunicação, já funciona assim com chat, ou email;
- Canal democrático no Brasil atualmente existe quase 1 celular por habitante, e todo e qualquer aparelho celular do mais reba até os Smartphones de ultima geração provem suporte a tecnologia.

Esta onda no Brasil está começando, mas na Europa este canal de comunicação corporativo já está maduro o suficiente para até podermos fazer denuncias para a policia através do SMS, no Brasil mais especificamente em São Paulo a CPTM lançou este canal para receber denuncias de vandalismo no trem, muito bem pensado pois no trem não é nada conveniente ligar para denunciar um vândalo, e correr o risco de alguém perceber que você está denunciando, já com o SMS você pode fazer a denuncia sem correr o risco de ser percebido, afinal todos vão estar pensando que você está enviando uma mensagem para sua namorada.
A Voice Technology está desenvolvendo um portfólio de produtos e serviços abrangendo esta tecnologia, com certeza temos uma solução que se adapta a necessidade de sua empresa!
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A decisão de migrar para Linux
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Este post faz parte da série que descreve experiencias vividas durante o projeto de desenvolvimento do Basix, neste capitulo falarei sobre como foi a decisão de migrar a plataforma de Windows para Linux.
Nós na Voice Technology já somos adeptos do mundo Open Source há algum tempo, na Business Unit que gerencio 91% dos Desktops e Notebooks rodam Linux, o Ubuntu reina como a maior distro (só nosso amigo Masato-san, e a Daniele que ainda não migraram para o Tux!, mas um dia convenceremos eles…), mas nem sempre foi assim há 5 anos atrás não tinhamos um único produto que roda-se em Linux, ninguém utiliza-va Linux no desktop, nossos produtos todos eram desenvolvidos em plataforma Windows, utilizando Visual Basic, Delphi, C e C++, e rodavam exclusivamente em Windows.
Mas a história começou a mudar durante o Desenvolvimento do Basix (Plataforma de IP-Centrex que desenvolvemos em parceria com a Brastel), no inicio do projeto definimos que o Basix seria escrito em Java, mas até aí não existia nenhuma intenção de roda-lo em Linux, o Java veio porque estávamos em um momento de tentar consolidar todos os novos produtos em uma única linguagem de programação, e a escolhida havia sido o Java (estávamos com certo trauma da salada de linguagens que tínhamos), mas as primeiras versões do Basix rodavam em Windows, e todo o ambiente de desenvolvimento era Windows.
A decisão pela migração de plataforma de Windows para Linux veio quando fomos obrigados a montar uma solução de Cluster para o Basix, neste momento já tínhamos dois profissionais com muita experiência em Linux Ricardo Nohara, e Marcos Hack( os dois ficavam buzinando no meu ouvido trocentas vezes por dia para migrarmos para Linux), mas o desafio era muito grande pois a equipe de desenvolvimento não estava habituada com o Linux, e principalmente o nosso parceiro a Brastel quem iria operar o Basix não tinham nenhuma experiencia com Linux, e para piorar a situação eles estão em Toquio no Japão (há 12 horas de diferença de fuso horario, e a 18.533km de distancia), por conta destas dificuldades decidimos testar a solução de Cluster baseado no “Windows NLB” (Network Load Balance), e a solução baseada em Linux montada com “IPVS“e “Keepalived“, de cara descobrimos que nenhuma das duas soluções davam suporte a Cluster de aplicações SIP, ponto negativo para os dois, indo mais a fundo no NLB não encontramos uma forma fácil de customizá-lo para montar o Cluster para aplicações SIP, já neste ponto a solução baseada em Linux levou muita vantagem, pois o par “IPVS” e “Keepalived” é totalmente customizável, então conseguimos montar o Cluster para o Basix apenas desenvolvendo o módulo de Healthcheck SIP, e configurando o IPVS e Keepalived corretamente.
Este foi a principal razão para comprar a briga da migração do Basix para Linux, para convencer todos desta decisão técnica foi bem complicado gestores querendo analise minuciosa de risco, equipe da Brastel querendo treinamento, etc. já a equipe de desenvolvimento era só sorrisos afinal a garotada não trabalhava com Linux mas adorava aventura, mas tínhamos um álibi muito forte a solução baseada Linux era a melhor, e mais barata também.
Neste momento tivemos que preparar um curso de Linux para dar uma introdução para todas as pessoas que não tinham experiencia com o mesmo, este cursos foi ministrado para os membros da equipe de desenvolvimento que ficava no Brasil, e para a equipe que iria operar o Basix no Japão, o curso para o pessoal do Japão foi dado via conferencia.
A decisão de migrar para Linux foi um passo muito importante para entrarmos para valer na cultura Open Source a partir deste momento toda a equipe foi engajada no modelo de trabalho da comunidade open source sempre pensando em como compartilhar melhor o conhecimento, e não reinventar a roda, hoje podemos olhar para trás e ver o quanto é diferente este jeito de desenvolver conhecimento, produtos, inovações, etc. É muito gostoso olhar para trás e ver que toda esta mudança nasceu de 2 Geeks cabeça dura buzinando em nossos ouvidos, e nós um pouco loucos para comprar a briga da mudança (Graças a Deus que demos ouvidos a eles), e toda uma equipe por trás para apoiar tal mudança.
Muito mais gratificante ainda é ver que o Basix é realmente um produto inovador, e está provando isto em todos os mercados que está sendo comercializado, pois tanto no Brasil quanto no Japão cresce a cada dia, com ótimas avaliações dos clientes, e por trás de toda esta história de tecnologia produto e inovação está basicamente um grupo de colaboradores apaixonados pelo que fazem, trabalhando realmente como um time, e que são encarados como pessoas em sua plenitude, com qualidades, defeitos, que acertam, e erram como todos nós, aliás erramos muito, mas para aprender é necessário errar.
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A saga de uma empresa Brasileira desbravando o mundo, desenvolvendo tecnologia de ponta.
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Há 5 anos gerencio uma Business Unit da Voice Technology que tem o seu grande foco em desenvolver uma plataforma de IP-Centrex em parceria com a Brastel (uma operadora de telefonia Japonesa, apesar do Nome é uma empresa Japonesa), durante esta jornada vivenciamos muitas experiência interessantes, sejam elas relacionadas ao choque de cultura, a dificuldades técnicas, gerenciais, decisões difíceis, acertos, erros, etc.
Posso afirmar que foi, e está sendo uma jornada muito gratificante, desde o inicio eu sempre pensei em escrever um livro para compartilhar as experiências vividas, pois não é um projeto comum de software, os desafios foram e são enormes, interagir com uma empresa do outro lado do mundo, com fuso horário de 12 horas, onde uma boa parte da empresa não fala Inglês e muito menos Português (isto mesmo boa parte dos Stakeholders deste projeto só falam Japonês), além de todos estes desafios referente a interação com a Brastel, ainda tem todos os outros desafios de uma empresa de tecnologia nos momentos atuais, liderar, desenvolver, motivar, e manter uma equipe de jovens profissionais focados em um projeto de longo prazo, não bastando os desafios gerenciais, agregamos a esta jornada a faceta técnica que engloba tecnologias como: Linux, SIP, VoIP, Asterisk, Openser, Java, Jboss, Hibernate, Oracle, etc.
O projeto de desenvolvimento do Basix já nos propiciou implantar sistemas no Brasil, Japão, Estados Unidos, Filipinas, e Hong Kong, e já viajamos para todos estes paises, além de outros do leste Asiático.
Por conta do livro ainda ser algo muito distante resolvi começar a escrever pequenos posts descrevendo importantes capítulos desta jornada, não desisti do livro, quem sabe o livro não será apenas uma compilação dos posts…
O primeiro post desta série já foi publicado em 29 de julho de 2009 (Oque vale mais conhecimento técnico, ou características pessoais?), não vou me comprometer com uma periodicidade específica sobre os posts, mas na medida do possível vou postando, me acompanhem no Twitter para saber das publicações, ou assinem o meu feed.
Até a próxima…
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