Antonio Anderson Souza | Foco no objetivo!!! Empreendedorismo, Ética, Tecnologia, Open Source, VoIP, Culturas, etc. estes são os assuntos que me consomem, e vou compartilhar o pouco que sei…

Archive for March 2010

Mar/10

29

Japão um pais diferente

Encontrei na internet hoje um video muito interessante, que conseguiu exemplificar muitas das diferenças culturais que vivenciei na prática, durante minha estada lá, e que já compartilhei com vocês aqui neste blog.

O interessante deste video é que foi desenvolvido por um estudante Japonês (Kenichi) como trabalho de formatura, ele tentou descrever as diferenças do Japão sob o ponto de vista dos estrangeiros, na minha opinião conseguiu sumarizar muito bem.

Japan – The Strange Country (Japanese ver.) from Kenichi on Vimeo.

Update em 05/04/2010: Infelizmente a versão em inglês foi removida do Vimeo, então substitui pela versão em Japonês, fica complicado de entender…

Abraços,

Antonio Anderson Souza

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Mar/10

7

Agile não é para todos!

Este post foi publicado por mim no Blog da Voice Technology.

Antes de começar o post quero deixar claro que não sou contra metodologias ágeis, muito pelo contrario a 6 anos que adotamos vários princípios ágeis para trabalhar na equipe que gerencio (Basix).

No inicio do projeto Basix há 6 anos (Novembro de 2004) decidimos adotar a transparência como pedra fundamental da parceria que estava surgindo para desenvolver o novo produto, a Voice entrou como Desenvolvedor, e nosso parceiro uma operadora de telefonia Japonesa como investidor, uma das discussões que tivemos com o saudoso professor Antonio Mesquita foi sobre como lidaríamos com os bugs do sistema que estávamos começando a desenvolver, havia duas opções:

  • A primeira abrir a cozinha e possibilitar o parceiro investidor ver todos os bugs, criticar, priorizar, questionar, etc.
  • A segunda abrir a lista de problemas somente com a entrega de uma versão, e deixando o parceiro longe do processo de desenvolvimento.

A nossa foi decisão por abrir a cozinha (o professor Mesquita foi determinante nesta decisão), pois queríamos ser o mais transparente possível nesta nova parceria, havíamos até criado uma conta corrente específica para movimentar todo o dinheiro do projeto, então porque não abrir a cozinha do nosso desenvolvimento.

Naquele momento ainda não tínhamos muito contato com o Scrum (na verdade o próprio Scrum estava começando), mas este principio que adotamos tinha na verdade o intuito de trazer o parceiro para dentro do processo de desenvolvimento uma das bases do Scrum (e de qualquer outra metodologia agil).

Após o projeto ter chegado ao seu final (estamos em fase de operação deste produto), hoje posso olhar para trás e ver que o nosso parceiro não estava preparado para este modelo, a questão da cozinha aberta neste projeto gerou muitos desgaste, a cada novo bug detectado por nós no processo de desenvolvimento, para nós era uma alegria pois sabíamos que detectamos um problema antes de o software está sendo utilizado pelo cliente, já para o nosso parceiro a visão muitas vezes era pô este software não está legal toda hora o pessoal de testes encontra bug.

E para piorar um pouco este processo as pessoas do nosso parceiro são Japoneses e moram no Japão, e o Japonês não tem o costume de questionar, de falar o que pensa, estamos a milhares de quilômetros do Japão, e com uma diferença de fuso horário de 12 horas, por conta disto tudo demoramos muito para detectar este GAP entre as visões dos dois lados.

O projeto de desenvolvimento com este parceiro foi finalizado em Novembro de 2009, no momento continuamos desenvolvendo o Basix por demandas do mercado, e parceiros Brasileiros, mas esta questão dos bugs (product backlog do Scrum) não foi o fator preponderante para a finalização do projeto de desenvolvimento com este parceiro Japonês, mas com certeza foi um gerador de desgaste desnecessário para o processo como um todo.

Por isso que digo Agile não é para todos e em todas as circunstâncias, antes de implementar um método Ágil veja se todos os envolvidos estão preparados, e caso não esteja avalie se é possível criar interfaces para possibilitar a utilização de métodos Ágeis no desenvolvimento, e continuar se relacionando com o cliente de uma forma mais tradicional, neste caso o Product Owner deverá ser o responsável por gerenciar esta interface.

Gostaria de chamar o pessoal que participou do projeto para deixar o seus comentários é muito importante temos outras visões deste processo, para aprendermos e em próximos projetos melhorarmos!

Abraços,

Antonio Anderson Souza

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